OBSERVAÇÃO:

Este Blog está em construção . Os textos ainda não foram corrigidos, terminados, nem houve a edição correta das fotos, aos visitantes minhas desculpas, mas estarei trabalhando nele nos próximos meses com afinco para que tenham um repertório repleto de informações e dicas, obrigado !

segunda-feira, 26 de março de 2012

1993 - Monte Alto (SP)

Essa viagem foi muito legal, era a primeira viagem que faríamos por uma longa distância e a primeira vez que iríamos conhecer um sitio de verdade, uma cidade de interior de verdade, bem afastada da capital, saímos todos empolgados e loucos para conhecer o que nosso querido amigo Dago sempre nos contava a anos, pois ele tinha familiares lá e ia com frequência, desta vez nos arrastando junto.
Bom a viagem foi longa e agradável, paramos em vários locais, dirigimos com cuidado e tudo correu bem. Chegamos a noite no sitio e fomos recebidos pelos parentes do nosso colega como se fossemos reis, nos deram o que comer, nossas camas estavam arrumadas e fomos dormir cedo pois a vida do interior era diferente, as 21 horas todos já estavam na cama.
Pela manha seguinte as 06 horas fomos despertados por uma orquestra de galos a cantar sem parar, estes sendo ouvidos de grandes distâncias e de outras fazendas, algo novo e formidável.
Tomamos um belo café da manha e pela primeira vez tomei leite diretamente da fonte, isso mesmo direto da ordenha da vaca no xícara, quentinho no copo, aquilo pra mim foi demais , nunca tinha tomado leite de verdade, era essa a impressão que eu tive.
Durante a manha fizemos de tudo um pouco, colhemos frutas, andamos pela fazenda, atravessamos riachos, andamos de trator, aprendemos tudo o que acontecia e assim foi passando o dia, até caldo de cana fizemos e bastante pra tomar a vontade, tudo era maravilhoso e novo, principalmente o almoço e a janta, eita comidinha boa, tudo fresco e feito na hora, bolo, etc, ave maria, me da fome só de lembrar.
Nos 2 primeiros dias ficamos só na fazenda e sem sairmos a noite, a cidade ficava longe , mas passeávamos com os Tios do Dago até outros locais, dentre eles conhecemos um alambique gigante próximo a fazenda e provamos da melhor pinga que eu já tinha provado, muito bom.
No segundo dia fomos a um rio e passamos o dia la nadando e se divertindo muito, era a natureza a nosso dispor, a simpatia do povo interiorano e uma vontade de aproveitar cada pedacinho de novidade que nos aparecia.

Voltamos a ser crianças, alias nunca deveríamos ter deixado de ser.


Alem de subir em árvores, e ficar vivendo num belo sitio por uma semana, jogamos bocha.


Andamos por ruas de terra onde a tranquilidade e a receptividade do povo interiorana nos fascinava.

Jogamos bolinha de gude , em um espaço de terra significativo.
Encantamos esse menino sentado observando, nunca tinha visto crianças tão grandes fazendo aquilo, e fizemos com gosto. Hoje ele já deve ter uns 26, 27 anos , vai gostar de ler esse trecho.

Incrível, éramos 4 marmanjos agindo como crianças o tempo todo, mas o sábado chegou e a noite saímos para uma danceteria, eramos Darks, vestíamos roupas que chamavam a atenção, dançávamos o som Punk Dark , porem lá no interior essa moda ainda parecia estar chegando , aí que o DJ da danceteria num ato de boas vindas nos anunciou no alto falante e colocou algumas músicas para que exibíssemos nosso estilo, e lá demos um show, ao som de Plebe Rude, The Cure, Dead Kennedys, Garotos Podres, deixamos as meninas pensando que éramos artistas, até parece, mas era essa a impressão poís eramos diferentes , porem os moços enfurecidos, era incrível parecíamos artistas mesmo, as meninas estavam literalmente nos paquerando em grupo, hehe, me senti importante,quem me dera sentir algo assim por aqui em sampa, qdo que de repente um de nós , acho que foi o Dago (In memorian) , o que está ao fundo sem camiseta sentado com seu avo, este tomou um belo de um ponta apé, depois foi o José (o de camiseta amarela acima) depois o Bazul de camiseta azul e por fim eu , começamos a apanhar de uns 50 caras enfurecidos, por nada, só porque chamamos a atenção de suas deusas interioranas acima da conta, tivemos que sair correndo como loucos lá de dentro e corremos km com carros e motos nos seguindo, a sorte era que éramos bons de perna, hehe, nos 2 próximos dias ficamos trancados no sitio até a família do Dago garantir que poderíamos andar pela cidade livremente, porem com uma condição, com trajes normais, pois era a condição estabelecida pelos cowboys donos da cidade, hehe.
Esse episódio me ensinou bem jovem que quando chegamos em uma cidade precisamos entender suas regras antes de qualquer coisa e agir conforme elas sejam regidas, foi bem valioso esse mandamento para o restante de minhas jornadas.