Após o término de minhas férias, imediatamente coloquei em prática o planejamento da realização de um sonho, o de conhecer Fernando de Noronha. O motivo foi um papo que tive com um senhor Holandês mochileiro há anos lá em Vitória no ano passado, ele me disse que se preocupava muito com o poder de destruição do homem e que fazia seus roteiros baseado no que em sua opinião seria destruído antes pelo homem.
Essas palavras ficaram guardadas em minha mente e no meu coração, pois era real, triste e essencial para se caso eu me tornasse mochileiro e viajante deveria colocar isso em prática. A viajem para o albergue de Vitória tinha me assustado um pouco e resolvi começar a guardar dinheiro para após um ano ir logo conhecer a famosa, linda e inesquecível ilha de Fernando de Noronha.
Sabia que se tratava de um lugar único, muito bem preservado, muito caro também, mas eu queria e assim comecei a aprender a abrir mão de certos luxos e mesmices que temos como cidadãos para fazer com que tivesse grana pra ir pra la. Parei de sair repetidas vezes pros mesmo lugares de baladas, saia, mas com menos intensidade, parei de buscar roupas de marcas, parei de emperiquitar meu possante Gol, o dinheiro começou a sobrar por incrível que pareça e minha vida não tinha se perdido em tristezas, era o consumismo doentio dando espaço ao espírito aventureiro.Eu sabia muito bem que as outras viagens tinham me proporcionado muito mais alegrias e satisfações do que uma calça de marca, um relógio, uma roda de liga leve e em poucos meses já me sentia um cara menos sem grana, rs não tinha mais divida com o banco, não queria mais saber de cheque especial e começava a me interessar por aplicações, pasme eu gastador de primeira com uma graninha pra aplicar, hehe!
Bom, sabia que teria de ser via pacote e que num pacote se você não for com alguém fica como um besta ao meio de gente que não esta muito disposta a sair de seu mundinho de turista pra dar atenção a um estranho viajando sozinho, então resolvi tratar de buscar alguém ponta firme que tivesse condições de me acompanhar nessa jornada única.
Foi difícil, mas por ajuda divina meu colega Ivanildo (MAD) topou e esse era ponta firme mesmo. Estava quase tudo certo, o dinheiro sendo economizado, o colega, as ferias marcadas com antecedência, faltava o que? Humm faltava começar a pesquisa dos pacotes, dos preços, do que teria de ser estudado sobre os locais, percursos, vôos, passeios etc..
E assim foi feito, tratava-se de um pacote complicado, era vôo pra Natal, estadia, vôo pra Noronha, estadia, Vôo pra Natal de novo, depois em bom trecho de ônibus pra terra de meu amigo Mad em Campina Grande, depois mais um longo percurso pra Fortaleza e somente dai o retorno pra Sampa de avião.
Faltava cuidar da saúde, hehe, pasmem a vontade era tanta de conhecer Fernando de Noronha que até da saúde já boa fui cuidar melhor, entrei na natação, pois minha preocupação era estar bem pra nada dar errado e também estar pronto pra fazer o mergulho em Fernando de Noronha, assim os meses passaram e la estávamos nós embarcando eu e meu grande amigo Mad.
Ao chegarmos a Natal foi espantosa a beleza daquele lugar, um povo maravilhoso, praias paradisíacas como a de Genipabu na foto acima, passeios de Bugre, esqui bunda, forró no Chaplin à noite e de quebra ainda conheci a Vanessa uma linda advogada aqui de Sampa, puts tudo parecia perfeito.
Sabia que se tratava de um lugar único, muito bem preservado, muito caro também, mas eu queria e assim comecei a aprender a abrir mão de certos luxos e mesmices que temos como cidadãos para fazer com que tivesse grana pra ir pra la. Parei de sair repetidas vezes pros mesmo lugares de baladas, saia, mas com menos intensidade, parei de buscar roupas de marcas, parei de emperiquitar meu possante Gol, o dinheiro começou a sobrar por incrível que pareça e minha vida não tinha se perdido em tristezas, era o consumismo doentio dando espaço ao espírito aventureiro.Eu sabia muito bem que as outras viagens tinham me proporcionado muito mais alegrias e satisfações do que uma calça de marca, um relógio, uma roda de liga leve e em poucos meses já me sentia um cara menos sem grana, rs não tinha mais divida com o banco, não queria mais saber de cheque especial e começava a me interessar por aplicações, pasme eu gastador de primeira com uma graninha pra aplicar, hehe!
Bom, sabia que teria de ser via pacote e que num pacote se você não for com alguém fica como um besta ao meio de gente que não esta muito disposta a sair de seu mundinho de turista pra dar atenção a um estranho viajando sozinho, então resolvi tratar de buscar alguém ponta firme que tivesse condições de me acompanhar nessa jornada única.
Foi difícil, mas por ajuda divina meu colega Ivanildo (MAD) topou e esse era ponta firme mesmo. Estava quase tudo certo, o dinheiro sendo economizado, o colega, as ferias marcadas com antecedência, faltava o que? Humm faltava começar a pesquisa dos pacotes, dos preços, do que teria de ser estudado sobre os locais, percursos, vôos, passeios etc..
E assim foi feito, tratava-se de um pacote complicado, era vôo pra Natal, estadia, vôo pra Noronha, estadia, Vôo pra Natal de novo, depois em bom trecho de ônibus pra terra de meu amigo Mad em Campina Grande, depois mais um longo percurso pra Fortaleza e somente dai o retorno pra Sampa de avião.
Faltava cuidar da saúde, hehe, pasmem a vontade era tanta de conhecer Fernando de Noronha que até da saúde já boa fui cuidar melhor, entrei na natação, pois minha preocupação era estar bem pra nada dar errado e também estar pronto pra fazer o mergulho em Fernando de Noronha, assim os meses passaram e la estávamos nós embarcando eu e meu grande amigo Mad.
Ao chegarmos a Natal foi espantosa a beleza daquele lugar, um povo maravilhoso, praias paradisíacas como a de Genipabu na foto acima, passeios de Bugre, esqui bunda, forró no Chaplin à noite e de quebra ainda conheci a Vanessa uma linda advogada aqui de Sampa, puts tudo parecia perfeito.

Os 4 dias em Natal passaram e lá estávamos eu e meu amigo indo pra Noronha diferentemente de todo o restante do grupo que fazia parte do nosso fretamento, esses ficaram em Natal e nos encontraríamos com eles ao retornar da ilha.
Fomos ao Aeroporto e lá pegamos um bimotor da viação Total, era um bandeirante da nossa Embraer e lá fomos nós, sorte que eu sou pequeno, pois senão meu joelho teria entrado na coluna do cidadão que sentava a frente de mim devido ao gigantesco espaço entre os acentos, rs e ainda reclamam dos espaços de hoje em dia, eu não reclamo, rs.
Bom após 1 hora de vôo chegamos, avistamos a ilha e que visão fantástica, que lugar maravilhoso, minha maquina fotográfica disparava as fotos como que automaticamente sem ao menos estarmos em solo Noronhes. Ao fazermos a aproximação para a aterrissagem entre montanhas numa pisca naquela época minúscula, eis que uma rajada de vento faz o avião entrar na diagonal do sentido da pista, mas ao tocar o solo o piloto, mágico, consegue colocar o avião no rumo da pista, ufaaa! Cheguei ao meu paraíso com fortes emoções pensei.
Ao sair do avião me emocionei com a beleza do lugar, pra onde se olhava se via a natureza intacta, vegetação nativa, morros e montanhas e uma atmosfera só possível de se explicar pra quem esteve lá.
Fomos ao Aeroporto e lá pegamos um bimotor da viação Total, era um bandeirante da nossa Embraer e lá fomos nós, sorte que eu sou pequeno, pois senão meu joelho teria entrado na coluna do cidadão que sentava a frente de mim devido ao gigantesco espaço entre os acentos, rs e ainda reclamam dos espaços de hoje em dia, eu não reclamo, rs.
Bom após 1 hora de vôo chegamos, avistamos a ilha e que visão fantástica, que lugar maravilhoso, minha maquina fotográfica disparava as fotos como que automaticamente sem ao menos estarmos em solo Noronhes. Ao fazermos a aproximação para a aterrissagem entre montanhas numa pisca naquela época minúscula, eis que uma rajada de vento faz o avião entrar na diagonal do sentido da pista, mas ao tocar o solo o piloto, mágico, consegue colocar o avião no rumo da pista, ufaaa! Cheguei ao meu paraíso com fortes emoções pensei.
Ao sair do avião me emocionei com a beleza do lugar, pra onde se olhava se via a natureza intacta, vegetação nativa, morros e montanhas e uma atmosfera só possível de se explicar pra quem esteve lá.
Passamos pela migração do IBAMA de forma criterioso, naquela época a ilha era tratada com o respeito que merece várias instruções de comportamento, de atitude, de cuidados e após preenchermos alguns papeis, La fomos nós pra pousada Tartarugas Marinhas.
Ao chegarmos lá o casal dono da pousada nos recebeu com uma simpatia tamanha que parecíamos entes de sua própria família, assim era, na verdade na época as posadas por La eram casas de pescadores ainda, muito diferente de hoje em dia. Pois bem limpeza , cordialidade, ótimas refeições marcaram nossa estadia por lá.
Pela Ilha a cada praia , a cada penhasco era uma emoção e uma descoberta de que naquele lugar aonde pisávamos jamais algum outro ser humano teria pisado anteriormente. As águas do mar eram de tamanha abundancia de peixes que estes chegavam a fazer massagem em nossas pernas dependendo do local aonde entravamos, andávamos junto a Cações e estes passando entre nossos pés pareciam pouco se importar com nossa presença, é o equilíbrio entre o homem e a natureza que isso proporcionava.
A cor do mar parecia ter sido removida de um vidro de Listerine, jamais havia visto uma cor tão bela, ao ver aquilo tinha a nítida impressão de estar vendo nosso mundo como era a milhões de anos atrás, graças ao nosso poder de destruição, e pensava com certa tristeza, o que estamos fazendo com nosso planeta? Porque nossas praias não tem mais essa cor, essa riqueza de peixes, essa fauna e flora, porque estamos destruindo tudo?
Bom, isso me fez crer que deveria acelerar meu processo de descobrir os encantos ainda existes ao longo do planeta e refleti que viajando somente 10 dias isso se tornaria impraticável, precisaria de um método mais econômico e rápido para conhecer os encantos do planeta e do meu país.
Dos momentos únicos na ilha destaco o luar visto do bar do cachorro em uma das noites em Cia agradável da Regina uma professora do Rio de Janeiro, eu nadando com os golfinhos e conseguindo tocar em um deles na Bahia dos Golfinhos e eu gritando dentro do mar de alegria na Bahia do Sancho.
Dos momentos únicos na ilha destaco o luar visto do bar do cachorro em uma das noites em Cia agradável da Regina uma professora do Rio de Janeiro, eu nadando com os golfinhos e conseguindo tocar em um deles na Bahia dos Golfinhos e eu gritando dentro do mar de alegria na Bahia do Sancho.
Como pontos positivos na Ilha promovidos pelo homem ficam as palestras providas pelo IBAMA, Projeto Tamar e pescadores sobre ilhas, Golfinhos e sobre preservação, o cuidado que os nativos tinham em preservar tudo aquilo e atitude acertada do IBAMA e seus policiais ao extraditarem imediatamente pra fora da ilha uma moça que sem pestanejar jogou de nosso ônibus uma lata de refrigerante pela janela mesmo com o pagamento de uma multa caríssima para não ser presa.

O dia de voltar a Natal chegara e as lagrimas estavam estampadas em minha face ao decolar do avião pela emoção de ter tido o privilégio de conhecer um dos pontos mais belos e formosos do nosso gigante planeta.
Ao chegar a Natal a galera do hotel nos reservará uma surpresa emocionante inesquecível. Penso que por eu e meu colega não sermos playboys, Mauricinhos ou Patricinhas , pelo nosso jeito simples , por sermos muito brincalhões aquele povo todo acostumado a ficar como bonecos de cera em extorsões se viu obrigado e nos receber de uma forma diferente e assim fizeram.
Ao chegarmos no hotel aquele grupo todo tinha desaparecido, somente a Vanessa a advogada se encontrava na recepção e disse que todos haviam ido pra outro hotel, bom , imaginamos, nossa mas porque será , acabamos perguntando e ela disse , venha vou te mostrar as condições de um dos quartos e assim nos acompanhou ate um quarto onde 25 pessoas nos esperavam com línguas de sogra, apitos e uma faixa que dizia SEJAM BEM VINDOS QUERIDOS !
Não entendi nada, não sei por que fizeram isso conosco, mas foi algo marcante que jamais será esquecido, acho que aquilo me fez crer que valia a pena ser simples, ser original e ser feliz, procuro relembrar sempre esse presente que nos foi dado quando me vejo reclamando de alguma coisa referente à falta de dinheiro, pois não ha riqueza no mundo que pague um gripo de pessoas que nunca vimos fazer isso por nós, nos conhecendo somente há 4 dias.
No dia seguinte o gripo voltou pra Sampa e nós, eu meu colega seguimos pra Campina Grande de ônibus à noite.
As emoções desta viagem ainda não estavam por se encerrar, no meio da caatinga umas 03h30min da madrugada nosso ônibus foi interceptado por cangaceiros armados ate os dentes que já tinham assaltado outro ônibus e amarrado todos os seus ocupantes nus nas arvores. Eram muitos, tinham várias pic ups estúpidas de malas e pertences do outro ônibus e usavam capuz preto estilo CAN CUS CLAN, descemos aterrorizados do ônibus e estes organizados faziam a revista um por um mandando estes sacar de suas roupas e jogar a frente, homens, mulheres e crianças, pensei , puxa vida após tanta coisa maravilhosa vou passar por isso e perder tudo, fotos, filmes, roupas e a alegria? Pois bem, após sair do ônibus vi uma luz vindo pela estrada escura de terra e como que num passe de mágica todos os assaltantes largam tudo ao chão correm pras suas pick ups e saem em disparada. Era um casal de velhinhos vindo com seu corcel, estávamos salvos e nossas coisas, pensei, nada mais dará errado, Jesus esta conosco.
Após esse episodio aprendi que viajar a noite de ônibus em algumas regiões do país e suicídio, aprendi que temos de gastar um pouco mais e evitar tais transtornos em regiões hinóspitas de nosso amado Brasil.
Ao chegarmos a Campina Grande e irmos pro município dos parentes de meu amigo fiquei comovido com o abandono e o descaso com aquele povo, de 100 casas do vilarejo, somente uma tinha energia elétrica, banheiro, telefone e chuveiro, a pobreza era digna de filmes de guerra, casas de barro repletas de barbeiros, águas de açude contaminadas, terra seca e muita poeira marcaram meus olhos e minha mente tomando-os de revolta única.
Entretanto as pessoas eram amáveis, dóceis, meigas, amigas, nos tratavam com o que tinham de melhor, aprendi muito nos dias que la ficamos, quando chegamos disse a tia do Mad onde tinha água, pois estava com sede, ela foi até a cozinha e veio com uma jarra e disse tome meu filho, enchi o copo e imaginei que era suco de alguma fruta amarelada, não era a água que de tão amarela parecia um suco de caju, maracujá ou laranja, não pude negar, seria uma desfeita e uma ofensa aquele povo tão bondoso e hospitaleiro, fato que me rendeu uma diarréia que me deixou acamado por 2 dias após chegar a Fortaleza. Saímos de Campina Grande felizes e tristes por vermos tanta miséria e descaso num país tão rico e belo, era o aprendizado do meu mundo de mochileiro se mostrando cada vez mais constante.
Em Fortaleza passamos mais alguns dias, lembro-me de 4, 2 estava mau, 2 já me encontrava bem, aproveitamos pra ir à praia do Cumbuco, a Praia do Futuro e ao Beach Park, eu já conhecia Fortaleza e me assustei com seu crescimento desde a ultima vez que tinha estado por lá em 1994, já me parecia uma cidade saturada, fato que me deixou chateado, e o crescimento e a destruição implacáveis. Depois retornamos pra Sampa e essa viagem foi marcada pôr fatos heterogêneos e emocionantes sem dúvida.




Realmente Alexandre estar em Noronha não tem explicação , não consigo definir o que senti. Mas nos 7 dias que estive por lá eu me desliguei de tudo parecia estar em outro mundo , tudo era mágico...só estando la pra entender. Noronha foi um sonho realizado .Somos privilegiados pela oportunidade , alguns amigos definem como sorte mas eu tb abro mão de muitas coisas para poder me aventurar rsrs .
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