A viagem seria longa, duraria em media 32 dias, todos os destinados as minhas ferias, a idéia era fazer a primeira parte dentro do território nacional e depois partir para o Peru. A parte Brasileira se iniciaria em Cuiabá, fiz a reserva no albergue, comprei a passagem no trecho SP Cuiabá e parti.
Cuiabá .
Cuiabá é um município brasileiro, capital do estado de Mato Grosso. O município está situado na margem esquerda do rio de mesmo nome e forma uma conurbação com o município de Várzea Grande. Segundo a estimativa realizada para 2009 pelo IBGE, a população de Cuiabá é de 551.350 habitantes enquanto que a população da conurbação ultrapassa os 830 mil habitantes; a sua região metropolitana possui quase 1 milhão habitantes.
Fundada em 1719, ficou praticamente estagnada desde o fim das jazidas de ouro até o início do século XX. Desde então, apresentou um crescimento populacional acima da média nacional, atingindo seu auge nas décadas de 1970 e 1980.
Nos últimos 15 anos, o crescimento diminuiu, acompanhando a queda que ocorreu na maior parte do país. Hoje, além das funções político-administrativas, é o polo industrial, comercial e de serviços do estado. É conhecida como "cidade verde", por causa da grande arborização.
Turismo
Catedral, no centro da cidade.
Cuiabá tem diversos atrativos turísticos por estar situada em uma região de variadas paisagens naturais, como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal, e por ser um município muito antigo, com um patrimônio histórico importante. O turismo de eventos também é crescente no município.
A arquitetura da área urbana inicial de Cuiabá, como em outras cidades históricas brasileiras, é tipicamente colonial com modificações e adaptações a outros estilos (como o neoclássico e o eclético) com o tempo. Ela foi bem preservada até meados do século XX, mas, depois dessa época, o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico afetaram o patrimônio arquitetônico e paisagístico do centro histórico. Vários prédios foram demolidos, entre eles a antiga igreja matriz, demolida em 1968 para dar lugar à atual.
Chapada dos Guimarães é um município brasileiro do estado de Mato Grosso.
Já foi considerado o maior município do mundo, devido ao seu território anterior com cerca de 269 mil km². O município de Chapada dos Guimarães deu origem a municípios como Alta Floresta, Colíder, Sinop, Nova Brasilândia, Paranatinga e outros. Possui vários pontos turísticos como, por exemplo, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com cachoeiras, cavernas, lagoas e trilhas em meio a uma natureza típica de cerrado, vegetação predominante na cidade.
que estava fechada devido a um incêndio de grandes proporções, fato este que não havia sido informado no site do albergue me aborrecendo um pouco, pois a minha intenção maior era visitar este local, o antigo e maduro mochileiro havia sido enganado pela primeira vez pela falta de informação. Mas mesmo assim pude conhecer a sua parte externa que é fantástica. Estive em mais 2 locais (******).
O Pantanal, é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metros situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, localizado na região o Parque Nacional do Pantanal. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, tem poucas montanhas o que facilita o alagamento.
Extensão do Pantanal : BRASIL , BOLIVIA E PARAGUAY.
Por fim fui para o PANTANAL, fizemos um passeio pela famosa Trans pantaneira onde pude observar a natureza no seu esplendor, as espécies animais estavam por todo lado, no entorno da estrada a caminho do sítio Rio Clarinho pude me deliciar em ver
Macacos
Araras,
Pica paus
, Gaviões
, Falcões,
Jacarés,
Tuiuius
, e muito mais como o trabalho do morador pantaneiro.

Ao chegar ao sítio fiquei maravilhado com a cordialidade de seus donos, com a beleza do lugar, com a culinária matogrosense e com as historias que ouvi, com o que vi e com o que aprendi com aquele povo simples e sabedor dos atalhos da vida. As caminhadas noturnas para tentar localizar a famosa e temida Onça Pintada recheavam a imaginação e aceleravam o coração, a cavalgada por toda a fazenda durante praticamente todo um dia encantaram a mim e a todos os presentes, era a primeira vez que este paulista montava em um cavalo nos seus 38 anos de idade e a experiência e o prazer foi indescritível.
Tudo foi muito bom, a adrenalina e alegria de estar ali em contato com a natureza e com gente da natureza me encantaram. Em um dos vários assuntos que se desenrolavam nos 3 dias que por la estive uma frase me trouxe espanto e admiração. Tome um dos peões da fazenda que fazia um passeio conosco, perguntava sobre a cidade grande, sobre SP, e nós perguntávamos sobre sua vida PANTANEIRA, sobre os riscos e medos. Perguntei a Tomé se ele não tinha medo de se embrenhar na mata a noite e de ser pego pela Onça ou ser atacado por um animal, se ele não gostaria de ir morar em uma cidade grande? Este de pronto, dentro de sua sabedoria e humildade me disse: - Eu não num tenhu medo de bicho algum baixo ataca se for ameaçado, se não for a ameaçado ti respeita, eu tenhu medu de bixu homem de cidade grande, esse ti ataca porque e mau e traiçoeiro e não da tempo de voc6e se defender com isso, mostrando sua faca ou com isso apontando para sua cabeça com o dedo. Era chegado o dia de voltar a Cuiabá, fechar a conta e partir para Manaus.
Nos despedimos de todos da fazenda e assim voltamos a Cuiabá. Ao voltar fui ao encontro de uma namorada que por la havia conseguido no primeiros dias, passei o dia com ela passeando pela cidade, conversando e esperando a noite chegar para embarcar para a FLORESTA AMAZONICA e assim o fiz.
Ao chegar a Manaus, de dentro do próprio avião pude observar que existia um Oasis de luz em meio a uma imensidão negra, tive a impressão que Manaus era uma ilha em meio a um oceano e é mesmo, é uma ilha rodeada de gigantesca e maravilhosa floresta amazônica.
Fui para o albergue e cheguei na madruga, o albergue era fantástico, seu dono Alex um Australiano apaixonado pelo Brasil fazia de tudo para agradar aos hóspedes e proporcionar uma estadia a contento. No primeiro dia puder caminhar pela cidade e conhecer o seu Famoso Teatro

, pude percorrer vários locais da cidade a pé e entender que Manaus transpira cultura e luxo, este luxo fruto de suas áureas épocas da Borracha onde a cidade era invadida por intelectuais e gente muito rica, tornando a cidade uma ilha cultural em plena Amazônia. Os passeios era todos de barco, pude conhecer o famoso encontro das águas,

as margens de Manaus pude conhecer uma de suas praias na Ilha da Lua *


, pude apreciar seu famoso Tucunaré, me banhar nas águas do Rio Negro e começar a sentir energia do que é estar em uma das regiões mais fantásticas do planeta. Pude observar também como e a dinâmica de seus moradores e trabalhadores que cuidam de seus barcos como nos cuidamos de nossos veículos por aqui as grandes cidades.

Após alguns passeios de barco por 2, 3 dias,
Contatos com moradores Ribeironhos, com animais , avistamento do famoso Boto
noites maravilhosas na cidade e a interação com os hospedes vindos de todos os cantos do mundo formamos um grupo que iria fazer o acampamento por 5 dias na floresta amazônica, uma cópia do curso de sobrevivência, e assim fomos. Ao chegarmos apos mais de 2 horas de barco percebemos que o local era único,
não havia absolutamente nada por km no entorno do acampamento, a estrutura era um alojamento de madeira utilizado como cozinha e outros alojamentos estilo cabana com camas e iluminação por gerador que durava em torno de 1 hora. Fomos dormir cedo e o sono não chegava afinal de contas, nós moradores das áreas urbanas estamos cada vez indo dormir mais tarde. No dia seguinte acordamos bem cedo, um belo café da manhã recheado de muitas frutas típicas da região e partimos para fazer um passeio de canoa, afinal de contas as ruas na Amazônia são os Igarapés, as avenidas são os afluentes e as estradas os grandes rios como os Rio Amazonas, Rio Madeira e Rio Negro.

Durante a Canoagem o guia, perguntava a todo instante onde estava o acampamento e no entra e sai por Igarapés fazia nos perdermos completamente, errávamos sempre, a todo instante o guia avistava nas arvores, pássaros, macacos, cobras e nós não víamos absolutamente nada, nossos olhos estavam acostumados a ver só nas áreas urbanas. Depois de muito remar e se maravilhar com a beleza do local, com as arvores de mais de 40, 50, 60 metros de altura, e com a orquestra da natureza e sua beleza, era hora de voltarmos, pois já havíamos nos afastado o bastante do acampamento, paramos em uma praia de rio e fizemos um lanche que serviu de almoço, descasamos um pouco e já era hora de voltarmos. O reto no parecia ser mais fácil, pois os braços já estavam acostumados aos movimentos.
Chegamos e fomos descansar nas redes e apreciar a beleza do afluente do Rio Madeira até à hora da janta. Depois de jantar ficamos conversando um pouco, caprichamos no repelente e nos recolhemos por volta das 20 horas pra dormir. O terceiro dia acabamos ficando livres, alguns ficaram no acampamento, outros ficaram a se divertir com os animais ali por perto, outro foram pescar piranha, nadar no rio, ler, relaxar, sentir o local.

O Quarto dia se iniciou com a maioria do grupo já despertando naturalmente ao clarear, começávamos a estar em sintonia com a mãe natureza, isso mesmo eram em torno de 05h25min da manha e todos já acordavam sem despertadores ou qualquer tipo de chamado, algo que deveria ser natural em nós humanos, acordar junto com o clarear e ir dormir assim que ele se fosse. Muito bem, o dia começava diferente,

nos alimentamos com frutas, sucos e depois de um belo café da manha reforçado estávamos prontos pra partir para uma trilha pela floresta amazônica, no grupo havia 4 meninas de Manaus, 1 rapaz do México, uma moça da Holanda, eu e o guia e lá fomos nós.

A cada passo a cada minuto nossos olhos se deparavam com uma nova descoberta, a natureza já começava a fazer parte de cada um de nós, estávamos recuperando gradativamente os sentidos que possuímos em cada um de nós e herdamos de nossos antepassados, temos o chamado instinto dos animais também, pois já vivemos como ele antes não tinha nada, não tínhamos óculos, luz, relógio, poluição, barulho e agora temos isso tudo e isto nos fez bloquear os sentidos naturais e o bloqueamos nas grandes cidades, começávamos a enxergar melhor, já víamos bichos em árvores, no chão, ouvíamos melhor, ouvíamos os sons a km, nosso corpo já se encontrava em um estado de atenção e sintonia com o novo habitat, caminhamos por km mata adentro, aprendemos muito sobre o que a mata nos oferece, desde uma resina para fazer fogo, até um poderoso antiinflamatório, aprendemos a fazer flechas, cabanas com folhagens, aprendemos sobre as propriedades de varias plantas, brincamos de Tarzan em um cipó, isso mesmo pudemos ser TARZAN RS e muito mais.
Ao voltarmos pro acampamento fomos informados que haveria outra atividade durante a noite, jantamos e nos preparamos pra o que viria.Muito bem durante a noite percebemos ao sair de barco que a floresta a noite era muito mais viva e movimentada que durante o dia, a orquestra dos animais era intensa, e seus sons como que se misturavam criando a música mais linda da vida que eu havia escutado, focamos jacarés ao longo do Rio Madeira, conseguimos recolher um filhote pra dentro do barco e em pouco mais de 1 hora estávamos voltando pra descansar.
O dia seguinte começou mais cedo do que os anteriores, às 04 horas despertamos, pois iríamos ver o nascer do Sol de barco, a revoada dos pássaros e o nascer da grande floresta, partimos a noite ainda e lá estávamos nós diante do maior espetáculo que vi até hoje em minha vida, nunca tinha visto tantos pássaros, tantas cores misturadas e a impressão que se tinha era a de estar em contato com Deus,

isso mesmo, ele estava ali rindo de nós e nos brindando com seu mundo em um estado virgem, um mundo que ele fez pra ser daquela forma e não da forma com que nós o transformamos.
O restante do dia passeamos por perto do acampamento, nadamos no afluente do Rio Madeira, visitamos uma comunidade indígena que reside ali, aprendemos um pouco sobre seus costumes, suas culturas e nos preparamos para partir, era hora de retornar na manha do dia seguinte, antes disto o guia refez algumas perguntas a nós, como para onde se encontrava a pousada e como que num passe de mágica todos nós já sabíamos para onde ela estava, escutávamos de longes sons e até mesmo vozes de pessoas, enxergávamos quase tudo em arvores, nosso olfato estava apuradíssimo, o cheiro da floresta já tomava conta de nossa pele e corpo, o cabelo, a pele e o estado físico de todos era muito melhor do que antes, era muito melhor do que qualquer um de nós havíamos presenciado e sentido em nossas vidas, a energia da Amazônia e absurda, o seu poderio é indescritível, é como se entrar em uma maquina do rejuvenescimento, as sensações são fantásticas. Bom mais uma noite de sono e no quinto dia partimos de volta a Manaus.
Fiquei por meses conversando com uma operadora de turismo do Peru pelo MSN e acertando os detalhes, colhendo informações de como me deslocar, dos riscos, consultando as pousadas, os vôos que seriam necessários, os trechos por terra, como eu me deslocaria, quantos dias seriam necessários, consultando os locais turísticos mais importantes e fascinantes e como eu iria sozinho precisava ter um mínimo de suporte, fiz as reservas nos albergues em todas as cidades que teria de pernoitar, comprei os vôos e agendei com a agencia somente os tranfers entre os terminais rodoviários e as pousadas ou albergues afim de não me expor com a mochila evitando assaltos, atrasos e dores de cabeça, afinal de contas tudo seria muito corrido, eram 16 dias contados para conhecer praticamente todo o Sul Peruano, começando de Lima e ir descendo cidade por cidade ate chegar a Machu Pitchu.
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